terça-feira, março 18, 2008

A Revista Veja é Fascista e Seus Editores São Covardes

Capa da Veja por ocasião da renúncia de Fidel Castro.
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Trecho da reportagem de capa da revista Veja sobre a renúncia de Fidel:

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"O ditador entrega o comando direto do país ao irmão, abre caminho para mudanças, mas fica ainda como um fantasma assombrando o povo e preservando sua tenebrosa herança.

O que será de Cuba depois que Fidel for se encontrar com Marx no céu dos comunistas? O regime cubano, da forma como nós o conhecemos, não pode sobreviver a seu criador. No dia seguinte ao funeral do "comandante-en-jefe", tudo parecerá no mesmo lugar – o Partido Comunista, a polícia política, os ministérios, a camarilha dirigente –, mas essa estrutura terá a consistência de um painel cenográfico."

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.Reprodução do E-mail acima, endereçado à seção de Cartas, da Revista Veja:
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Ontem, numa fila de supermercado, ao observar a capa da edição 2049 dessa revista, obtive a resposta à pergunta que sequer nunca havia me feito: "Porque deixei de ser assinante de Veja".
O "Já Vai Tarde" sobre a silhueta de Fidel Castro, sugere até um plágio de um texto meu sobre a morte do ditador chileno Augusto Pinochet, enquanto a Veja, na edição de 20.12.2006, publicava: "O golpe de 1973 foi um produto da Guerra Fria. A CIA, o serviço secreto americano, que tinha tramado para impedir a posse de Allende em 1970, recebeu carta-branca e verbas para ajudar a organizar e financiar o golpe." Por que criar um fosso tão grande entre ditaduras de direita e de esquerda? Por que Fidel incomoda tanto essa revista e Pinochet não?
Rodolfo Vasconcellos


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Capa da Veja por ocasião da morte de Augusto Pinnochet.
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Trecho extraído do texto publicado pela revista Veja sobre a morte do sanguinário ditador chileno Augusto Pinochet, fato que não mereceu sequer uma chamada de capa como se pode ver na foto imediatamente acima:

“Existe a crença de que sem a ditadura não teria sido possível atingir um bom desempenho econômico. Reformas liberais similares promovidas por Margaret Thatcher na Inglaterra resultaram em desenvolvimento econômico acelerado sem arranhar minimamente a democracia. Por outro lado, modelos econômicos ultrapassados não dão certo mesmo quando garantidos por regimes de força. De outra forma, a ditadura cubana teria criado um país próspero, e não um dos mais pobres da América Latina.”

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Nas duas edições seguintes procurei na seção de cartas a publicação da minha correspondência e, não só não encontrei a minha como não encontrei uma única criticando a postura fascista da revista. Apenas uma dezena de cartas foi publicada, todas apoiando o “Conselho Ditatorial” da revista.

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terça-feira, março 11, 2008

Bento XVI e os Novos Pecados Capitais

Vinde a nós pecadores, pois aqui todos entendemos muito disso.
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Se antes eles eram sete, agora são quatorze: gula, luxúria, avareza, ira, soberba, vaidade e preguiça, até agora os sete pecados capitais, receberam a companhia de outros sete, já que os antigos estariam se tornando comuns no que a Igreja chama de uma era de "globalização desenfreada".

Os pecados capitais “modernos” são: poluição ambiental, manipulação genética, acumulação de riqueza excessiva, geração de pobreza, consumo e tráfico de drogas, experimentos moralmente discutíveis e violação de direitos fundamentais da natureza humana. Publicada no domingo no jornal do Vaticano, Osservatore Romano, a lista foi divulgada por Benedito XVI em meio ao temor pela redução no número de católicos que praticam a confissão.
O Vaticano atualizou a lista de pecados capitais para adaptá-la à "realidade da globalização", coisa que não era sequer imaginada na época de Cristo. Segundo o Vaticano, a igreja precisou urgentemente adaptar a ideologia cristã à realidade atual, ou seja, fazer qualquer negócio para dar uma cara de veracidade a esse barco da cristandade que faz água aos galões e prepara-se para ir a pique.
"A desigualdade social, onde os ricos se tornam cada vez mais ricos e os pobres, cada vez mais pobres, alimentam uma insuportável injustiça social. Depois tem a área da ecologia, que hoje desperta grande interesse", apontou o monsenhor Gianfranco Girotti, responsável pelo tribunal da Cúria Romana no Vaticano.
Era só o que faltava, essa igreja que vendia a preço de ouro a absolvição de pecados, e que, durante a “santa” inquisição, assassinou milhares de pessoas, principalmente ricos proprietários de terras, das quais se apossava antes mesmo dos funerais dos antigos donos, vir agora falar em desigualdade social.
O pecado mais assustador para a Santa Sé, no entanto, é a pesquisa com células-tronco que vai contra a ordem natural. Então eu pergunto: E a pedofilia que prolifera há centenas de anos dentro das sacristias, conventos e seminários, sempre acobertada por todos os níveis hierárquicos dessa asquerosa igreja, aonde fica? Fica inclusa, disfarçadamente, sob o título de “luxúria”.
Pois é, os mais ignorantes são mesmo aqueles que procuram respostas de joelhos e de olhos fechados.

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quarta-feira, março 05, 2008

A Mentira de Ives Gandra

Faltou "grandeza" a Gandra
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Segundo reportagem de Marina Amaral, na revista Caros Amigos, a Opus Dei chegou ao Brasil em 1957, quando instalou dois centros em Marília (SP), com a meta de fortalecer a ala conservadora da Igreja Católica e se contrapor ao avanço das idéias de esquerda no país. "Aos poucos, o Opus Dei foi encontrando seus aliados na direita universitária... Entre os primeiros estava o joven promissor estudante de Direito, Ives Gandra.
Não esperei que o hoje advogado da CNBB - ele mesmo: Ives Gandra - terminasse sua defesa à inconstitucionalidade das pesquisas com células tronco embrionárias em seção do STF, para publicar esse texto.
Primeiro me incomodou profundamente seu argumento de que a preocupação da CNBB não era com os aspectos religiosos da questão, e sim com os sociais e legais, e que por isso a CNBB se fazia ali representar por ele não em defesa dos interesses dos católicos, mas de toda a sociedade brasileira.
Repudio veementemente esse argumento, essa afirmativa, já que eu jamais me deixaria representar por qualquer órgão ou representante dessa Igreja Católica de obscuro passado e presente enlameado de concupiscência.
E prosseguiu em seu fraco pronunciamento, lembrando que o Vaticano já foi agraciado 29 vezes com o Nobel por pesquisas científicas. Isso mesmo, 29 Prêmios Nobel por pesquisas científicas, o que credenciava essa CNBB a ir de encontro à comunidade científica.
Na verdade, acredito mesmo que toda essa preocupação da CBNN com os embriões que estão congelados em hidrogênio líquido é unicamente por conta das criancinhas que deixarão de nascer para aos dez anos sentarem nos colos dos padres para conhecer o "catecismo”.

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quarta-feira, janeiro 16, 2008

A Morte do Senador

Dentre todas as personagens, lugares e situações citadas neste texto de autoria desconhecida, apenas uma existe realmente para o nosso pavor, apesar de todos os seus disfarces: O Senador.
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Um senador está andando todo desconfiado pelas ruas de Brasília quando é atropelado e morre. A alma dele chega ao Paraíso e dá de cara com São Pedro na entrada. - "Bem-vindo ao Paraíso!" - diz São Pedro - "Antes que você entre, há um probleminha: raramente vemos parlamentares por aqui, sabe, então não sabemos bem o que fazer com você.

- "Não vejo problema, é só me deixar entrar", diz o antigo senador.

- "Eu bem que gostaria, mas tenho ordens superiores. Vamos fazer o seguinte: você passa um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Aí, pode escolher onde quer passar a eternidade.

- "Não precisa, já resolvi. Quero ficar no Paraíso diz o senador. "

- "Desculpe, mas temos as nossas regras."

Assim, São Pedro o acompanha até o elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno. A porta se abre e ele se vê no meio de um lindo campo de golfe. Ao fundo o clube onde estão todos os seus amigos e outros políticos com os quais havia trabalhado. Todos muito felizes em traje social. Ele é cumprimentado, abraçado e eles começam a falar sobre os bons tempos em que ficaram ricos às custas do povo. Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta e caviar. Quem também está presente é o Diabo, um cara muito amigável que passa o tempo todo dançando e contando piadas. Eles se divertem tanto que, antes que ele perceba, já é hora de ir embora. Todos se despedem dele com abraços e acenam enquanto o elevador sobe. Ele sobe, sobe, sobe e a porta se abre outra vez. São Pedro está esperando por ele. Agora é a vez de visitar o Paraíso.
Ele passa 24 horas junto a um grupo de almas contentes que andam de nuvem em nuvem, tocando harpas e cantando. Tudo vai muito bem e, antes que ele perceba, o dia se acaba e São Pedro retorna.

-" E aí? Você passou um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Agora escolha a sua casa eterna. Ele pensa um minuto e responde:

- "Olha, eu nunca pensei ... O Paraíso é muito bom, mas... eu acho que vou ficar melhor no Inferno!"
Então São Pedro o leva de volta ao elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno. A porta abre e ele se vê no meio de um enorme terreno baldio cheio de lixo. Vê todos os seus amigos com as roupas rasgadas e sujas catando o entulho e colocando em sacos pretos.
O Diabo vai ao seu encontro e, para acalmá-lo, passa o braço pelo ombro do senador.
- "Não estou entendendo", - gagueja o senador - "Ontem mesmo eu estive aqui e havia um campo de golfe, um clube, lagosta, caviar, e nós dançamos e nos divertimos o tempo todo. Agora só vejo esse fim de mundo cheio de lixo e meus amigos arrasados !!!"

O Diabo olha pra ele, sorri ironicamente e diz: - "Ontem estávamos em campanha. Agora, já conseguimos o seu voto!
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Recebi por e-mail, da minha querida e sumida amiga Silvia Mota.
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quarta-feira, dezembro 05, 2007

Ronaldo Cunha Lima 7 X 4 Dignidade

A agonia de um criminoso.
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Hoje, o Supremo Tribunal Federal apreciou a Ação Penal/333 que analisa a competência do STF para julgar o ex-deputado federal Ronaldo José da Cunha Lima - após este empreender fuga através de uma renúncia nauseante do mandato que a gente humilde da Paraíba lhe outorgou - em ação criminal por tentativa de assassinato de Tarcísio Burity há 14 longos anos. Na época, mais conhecido como “Runaldo”, face a grande quantidade de Rum Montilla que ingeria todos os dias e o dia todo, o então governador da nossa Paraíba, após encher a cara num almoço com capangas e correligionários, saiu à caça do adversário, e disparou traiçoeira e covardemente com arma de fogo contra a cabeça do indefeso e desarmado Burity, acertando-lhe a boca. Em seguida - naquele tempo já agia assim - empreendeu fuga em direção a Campina Grande, sendo preso em plena rodovia pela Polícia Rodoviária Federal antes de alcançar seu objetivo, e liberado em seguida sabe Deus a que custo.

Nossa Paraíba de tantas bravas histórias, tem caminhado ao longo de muitos anos comandada pelo que há de mais asqueroso na já podre política brasileira. Sua população, predominantemente, é de funcionários públicos das três esferas, o que transforma essas pessoas - substancialmente os não concursados - em escravos dessa escória social, principalmente por serem, em sua grande maioria, desqualificados profissionalmente - com raríssimas e honrosas exceções - valendo-se de bajulações para alcançarem cargos de destaque em empresas públicas e fundações. Sua capital tem nome de político (de tristes e criminosas histórias), outras cidades seguiram o mesmo caminho. Seus políticos ainda são comandados pela necessidade de nomear estádios de futebol, viadutos, escolas e bairros inteiros com nomes dessa corja indecorosa quando ainda em vida, ou de parentes deles, inclusive os dinossauros que comandaram o golpe militar de 64. A assembléia legislativa e a câmara de vereadores da capital, escolhem para presentear com o título de cidadão paraibano ou pessoense, pessoas do calibre de Fernando Collor de Melo e o Bispo Edir Macedo.
No encaminhamento dos seus votos, corei envergonhado ao ver um político de longa história do meu querido Estado, já havendo passado pela governadoria e senadoria, exercendo por último o mandato de deputado federal, ser desmascarado perante os membros da suprema corte brasileira, que flagravam a cada voto a tentativa de mais uma fuga desse chorão que tenta enganar também a opinião pública ao dizer-se arrependido.

Felizmente - ou infelizmente, neste caso - a Constituição Brasileira teve que ser cumprida, e o ato de covardia desse político que desonra mais uma vez nossa Paraíba ao valer-se de ato espúrio de escancarado abuso de poder ao renunciar ao cargo para fugir a uma condenação certa no STF, assim como os dos que o seguem e se escondem no anonimato quando se manifestam em sua defesa, surtiu o efeito esperado pelo criminoso, que vai ser julgado agora pelo Tribunal do Juri de João Pessoa, formado por assustados funcionários públicos paraibanos.

O resultado, se houver, já é previsto, e envergonhará mais uma vez a Paraíba.

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quarta-feira, novembro 28, 2007

Hugo Chávez. O Rei, o Dono do Mundo e o Falastrão.

¿Porqué no te callas?
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A queda do governo Hugo Chávez é mais que previsível, porém, sua logorréia, tem cuidado de agilizar esse epílogo.
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Apesar dos avanços sociais promovidos pelo governo de Hugo Chávez Frias na Venezuela, todos sabemos da impossibilidade de se perpetuar no poder como pretende.
Além da sua verborragia na qual tropeça a cada pronunciamento, contra ele são divulgadas as calúnias mais mesquinhas, concebidas pelas novas fabricas de escândalos da propaganda política – como National Endowment for Democracy, Freedom House etc. – subsidiadas pelo governo do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Dotada de recursos financeiros ilimitados, essa máquina de difamar manipula os veículos da mídia (ou seja: os jornais de referência) e as organizações de defesa dos direitos humanos, recrutadas, por sua vez a serviço de sinistros desígnios.
Profissionais na arte macabra de difamar, estas instituições americanas conseguem retirar das primeiras páginas dos maiores veículos de circulação, os principais feitos do presidente venezuelano à frente do poder. Por acaso não foi Chávez que devolveu a dignidade da condição de cidadãos a cerca de cinco milhões de marginalizados desprovidos até de documentos de identidade, entre eles indígenas? Não foi esse falastrão irrecuperável que retomou o controle da estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA)? Não foi esse coronel golpista que desprivatizou e devolveu ao setor público a principal empresa de telecomunicações do país, bem como a companhia de eletricidade de Caracas? Não foi esse arrogante que nacionalizou os campos petrolíferos do Orinoco? Não foi esse inimigo dos Estados Unidos que reservou parte do dinheiro do petróleo à obtenção de uma autonomia efetiva ante as instituições financeiras internacionais, e mais outra parte para o financiamento de programas sociais?...
Pois é!...
A habilidade dos governos americanos em desacreditar governos que não lhes são simpáticos, juntada à verbiagem chavista, fez encobrir os fatos de que mais de 3 milhões de hectares de terra foram distribuídos entre os trabalhadores rurais; que milhões de adultos e crianças foram alfabetizados; que milhares de postos médicos foram instalados nos bairros populares de quase todas as cidades venezuelanas; que dezenas de milhares de pessoas sem recursos e que sofriam de problemas oculares receberam cirurgia gratuita; que os produtos alimentícios básicos são subvencionados e oferecidos aos mais carentes a preços 42% abaixo do mercado; que a duração da jornada semanal de trabalho passou de 44 para 36 horas, enquanto o salário mínimo elevou-se a 204 euros mensais, o mais alto na América Latina depois da Costa Rica; que a pobreza, entre 1999 e 2005, caiu de 42,8% para 33,9%, enquanto a população vivendo da economia informal diminuiu de 53% para 40%.
Diante desses resultados e falando o que costuma falar, não é de surpreender que o presidente Hugo Chávez tenha se tornado, para os que ainda se acham "senhores do mundo" e seus agentes comprados a preço de ouro, em um homem a ser derrubado.
Apesar dos êxitos obtidos na política internacional, a inabilidade desse fanfarrão ao improvisar discursos tem-lhe levado a confrontos desnecessários como o da semana passada com o presidente da Colômbia Álvaro Uribe, e o da semana retrasada com o rei Juan Carlos da Espanha que lhe interpelou em voz alta em público:
¿Porqué no te callas?
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terça-feira, novembro 06, 2007

Um Ministro do STF Põe um Ponto Final na Ficha Criminal de Ronaldo Cunha Lima

Ministro Joaquim Barbosa do Supremo Tribunal Federal - Uma luz no fim do túnel.
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“Considero um escárnio para com a Justiça brasileira e especialmente para com o Supremo Tribunal Federal.” Essas foram as palavras do ministro Joaquim Barbosa ao comentar a renúncia de Ronaldo Cunha Lima na quarta-feira passada (31/10). Para ele, o deputado manobrou juridicamente o processo durante 14 anos.
Ontem, Cunha Lima, ex-governador da Paraíba, seria julgado pelo Plenário do STF pela tentativa de assassinato de seu antecessor no governo estadual Tarcísio Burity, crime ocorrido no dia 5 de novembro de 2003, há exatos 14 anos da data do julgamento que aconteceria na Suprema Corte.
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“Ele tem o direito de renunciar ao mandato, mas é evidente a segunda intenção. O que ele quis foi impedir que a Justiça se pronunciasse, uma renúncia a cinco dias do julgamento tem como objetivo precisamente isso: impedir que a Justiça funcione”, enfatizou o ministro.
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Na tarde de ontem (5/11), seguindo a orientação do relator Ministro Joaquim Barbosa, o plenário do STF começou a analisar se julgará o ex-deputado Ronaldo Cunha Lima, mesmo que ele tenha renunciado a seu mandato no último dia 30. Até o momento, quatro dos 11 ministros votaram pela continuidade do processo no Supremo. A votação continuará na próxima semana face um pedido de vistas ao processo.
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Para o STF a atitude de Ronaldo Cunha Lima assumiu um “caráter de fraude” e de “abuso de direito”. “A conveniência de ser julgado por um juízo de iguais não deve ter surgido às vésperas do julgamento no Supremo.”
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Acostumado a manobrar todos as instituições paraibanas para acobertar as suas falcatruas e as do seu filho quando à frente da Sudene, esse embolador parece que encontrou alguém com sangue no olho para mandá-lo para a cadeia.
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quinta-feira, novembro 01, 2007

Ronaldo Cunha Lima

De poeta embolador a revolucionário fajuto, este moleque diz enfim a que veio.
Vergonha para Guarabira e para esta Paraíba, tão abusada por políticos dessa estirpe.
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Texto da Revista Época on Line:
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa acusou o deputado e ex-governador da Paraíba Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB), que renunciou ao mandato na tarde desta quarta-feira (31), de ter manobrado para escapar do julgamento da Corte. Na próxima segunda-feira (05), Cunha Lima seria julgado no STF pela tentativa de homicídio, em 1993, do adversário político Tarcísio Burity. Com a renúncia, ele perde o direito ao foro privilegiado e o caso volta para a Justiça comum.

"Esse homem manobrou e usou de todas as chicanas processuais por 14 anos para fugir do julgamento. O ato dele é um escárnio para com a Justiça brasileira em geral e para com o Supremo em particular”, disse o ministro Joaquim Barbosa, que é relator do processo.
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quinta-feira, outubro 25, 2007

O Sexo nos Conventos, Seminários e Sacristias.

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Como é difícil, Pai, fechar a porta!
Se na calada da noite eu me dano
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer desse doce veneno
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Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
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De que me vale ser filha da santa
Melhor seria ser filha da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta
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Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
"Gemidos" na cidade não se escuta
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terça-feira, outubro 23, 2007

E o Padre Júlio Lancelotti Também Gosta de Menininhos.


O padre...
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Confesso que hoje já não me espanto mais com práticas sexuais estranhas às minhas. Confesso ainda mais: não me espanto mais com qualquer prática sexual desde que haja consenso e prazer entre as partes. Sei que elas existem e acho que cada um deve desfrutar de sua vida sexual da maneira que melhor lhe apraz. Sexo é uma coisa muito boa, benéfica e indispensável. Tão indispensável que a tara mais estranha, no meu entendimento, é a abstinência completa ao ato sexual. O sexo move nosso planeta e certamente todo o universo. Poder desfrutar disso com segurança, sem culpa e ao lado de quem você quer bem, é tudo de bom, principalmente sem a obrigatoriedade da procriação... e sim por puro prazer, gozo.
O cristianismo marcha na contramão de tudo isso. Ensina que só devemos transar para reproduzir. Que não devemos utilizar nem pílulas anticoncepcionais, nem camisinhas e muito menos praticar abortos. Que o homossexualismo e outras práticas menos conhecidas, embora sadias, são pecados, e que os seus padres, freiras, bispos cardeais e papas devem se abster de toda e qualquer prática sexual.
Já pensou?! Um bocado de homens ou mulheres trancados em um seminário ou convento, sob a guarda de um outro bocado de homens ou mulheres que também já passaram por isso! E que à noite vão todos dormir em paz, após haverem deixado sob o altar todo o tesão da puberdade, da adolescência e da vida adulta sexualmente mal resolvida, porque também foi trancada num convento ou seminário!?
Ninguém consegue lutar contra isso... A natureza fez assim! É assim mesmo que ela quer: todo mundo transando, se curtindo, se reproduzindo, para que não haja aberrações como transar com criancinhas pré-púberes. Não concordo com essa tara... com a escolha de praticar sexo com menores que ainda não sentem sequer prazer com isso e que na grande maioria das vezes são dependentes física ou psicologicamente do adulto que as sevicia. Isso não é sexo como eu entendo. Embora envolva duas pessoas, apenas uma tira proveito, enquanto a outra se vê abusada e terrivelmente agredida.
As igrejas estão cheias de pedófilos e “pedófilas” com criancinhas no colo ensinando o catecismo. Não consigo ver de outra maneira. Só uma ínfima parte de religiosos católicos não sevicia crianças ou não corre feito louca pro banheiro mais próximo quando a mãe natureza lhes impõem a regra básica através do tesão incontido.
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Lancelloti e suas criancinhas...
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O mais novo caso de pedofilia na igreja católica estourou na semana passada, envolvendo o conhecido padre Júlio Lancelloti, que aos 64 anos, é coordenador do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente, da Pastoral do Menor, da Igreja Católica há dezesseis anos, além de criador e presidente da ONG “Povo da Rua”
O padre vinha sendo extorquido há mais de cinco anos por um ex-interno da Febem que conseguiu arrancar mais de 50 mil reais do padre, ameaçando denunciar seu envolvimento com criancinhas do Centro que ele dirige, ou seja, justamente o de “defesa da criança e do adolescente”. Essa história de que o padre, na condição de religioso, não soube como agir e se submeteu à extorsão do “bandido” é conversa pra boi dormir. Eu já trabalhei com crianças infratoras em Brasília, na condição de “Atendente Custodial” por dois anos e, após seis meses, já estávamos todos acostumados às suas malandragens, e tivemos que nos precaver contra todas elas. O padre Lancelloti está nessa história há dezesseis anos! Se não tinha nada a ver, deveria ter informado imediatamente à polícia, e não agora, quando viu que a bomba iria estourar. Para piorar a situação, nos jornais televisivos de hoje pela manhã, uma enfermeira da ONG dirigida pelo padre, presta depoimento sem se identificar, de que viu Lancelotti aos beijos e carícias íntimas com criancinhas no interior da instituição.
Existe refúgio mais seguro para um homossexual que quer se manter no anonimato do que um convento ou seminário, e depois a vida no clero? Claro que não! Primeiro porque não vai nem precisar disfarçar sua voz mansa, estará sempre cercado de criancinhas e coroinhas, merecerá a confiança dos pais dessas criancinhas e, em caso de descobrirem suas aberrações, terá toda uma instituição a defende-lo, como foi o caso do padre Lancelloti, quando o arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, disse nesta quarta-feira que está "sofrendo muita dor" pelo padre Júlio Lancelotti. De acordo ainda com o arcebispo,
nomeado cardeal pelo papa Bento XVI na quarta-feira passada, não há fundamento na acusação contra o padre: - “Eu sinto muita dor pelo padre Júlio Lancelotti. Sei que ele também está sofrendo muito com essa situação, do fato de ele estar sendo primeiramente chantageado, claramente chantageado, pressionado por uma situação de injúria.”
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Vinde a mim as criancinhas... "Literalmente!!!"
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Putz!
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Hoje, 24.10.2007 o padre Júlio Lancelotti mudou sua versão sobre seu espantoso caso com o ex-detento Anderson. Mudou porque os delegados lhe informaram que tiveram acesso ao contrato de compra do Mitsubishi Pajero que deu ao companheiro. De fiador e ter pago 8 prestações de aproximadamente 2 mil reais, como afirmara, o padre informou agora que deu 30 mil reais de entrada.
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quinta-feira, outubro 18, 2007

Brasil 5 X 0 Equador: Que Merda!!!

O medo que faz é ele achar que é técnico mesmo!...
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Além de ter que agüentar esse “sabido” do Ricardo Teixeira há quase vinte anos no comando da CBF manipulando sem nenhuma fiscalização milhões e milhões de reais, nos vemos obrigados a engolir - fazendo careta - esse bizonho-ex-jogador Dunga no comando técnico da nossa outrora gloriosa Seleção Brasileira de Futebol. O cara assumiu a seleção sem nunca ter sido técnico de coisa nenhuma na vida. Trouxe o amigo e treinador Jorginho para lhe dizer o que fazer, e limita-se a ensinar aos atletas que devem ter “raça” ao entrar em campo. E ai de quem não lhe obedecer, pois quem sabe se não levará uma cabeçada como a que ele deu em Bebeto, durante um jogo da Seleção.
Que jogo desgraçado esse de ontem no Maracanã, quando Kaká, Ronaldinho Gaúcho e Robinho venceram de cinco a zero. Tirando algumas poucas jogadas maravilhosas desses craques que resultaram nos gols, incluindo aí um que foi sem querer, o jogo inteiro foi de uma mediocridade sem par. Nenhuma jogada ensaiada, nenhum esquema tático, ninguém atuando pela esquerda do ataque brasileiro... um desastre. Só não havia um amontoado de craques como em outras ocasiões, pois, até que os atletas brasileiros estavam bem espalhados em campo, dificultando até a troca de passes.
E ainda ter que ouvir Galvão Bueno se constranger com as primeiras vaias do público, e o comentarista Falcão apenas ratificar todas as colocações idiotas de Bueno quando este resolvia lhe passar o microfone...
Torci desde o primeiro jogo destas eliminatórias pelo Brasil. Mas torci como louco, na esperança de que possamos realmente chegar também nessa copa do mundo como em todas as outras. Por isso torci para que nossa seleção perdesse esses dois jogos, pois empatando ou ganhando, graças a jogadas individuais de alguns craques, ficaremos até a fase final da Copa do Mundo com esse Dunga fazendo também caretas à margem do gramado, até a constatação de que está tudo errado com o nosso futebol. E aí a vaca já terá ido pro brejo.
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domingo, outubro 14, 2007

Renan Calheiros - De Presidente do Senado a Padreador.

A 790ª da fila de espera.
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segunda-feira, setembro 24, 2007

Aloízio Mercadante - Diálogo Com Um Senador.

O Senador
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Mas, Aloízio, rapaz! Que vergonha! Eu, que tantas vezes tive esperanças de que alguma coisa um dia viesse a mudar ao te ver na TV defendendo o mesmo que denfendíamos e ainda defendemos, tive que engolir seco ao te ouvir tentando explicar a covardia dessa abstenção indecorosa. Com certeza, milhões de brasileiros estão, como eu, mortos de vergonha hoje, por um dia haverem acreditado que, por tuas mãos, alguma coisa um dia pudesse mudar. Boa hora de tirar o site do ar.
Rodolfo Vasconcellos


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Razões do meu voto
"Os juízes devem ser homens de Estado. É necessário que saibam discernir o espírito de seu tempo, afrontar obstáculos que é possível vencer e desviar-se da corrente, quando o turbilhão ameaça arrastar, junto com eles mesmos, a soberania da União e a obediência devida a suas leis". Tocqueville
Percebo e compreendo o sentimento da sociedade, que quer a cassação do Senador Renan Calheiros. Ao longo de mais de 100 dias, diante de tudo o que foi publicado, verdade ou não, é natural que seja essa a vontade e a conclusão das pessoas. Trata-se de um julgamento que não apresenta grandes dificuldades, feito ao sabor da percepção dos acontecimentos veiculados pela mídia.
De minha parte, também seria mais fácil me esconder no voto secreto, como infelizmente tantos fizeram, sem que ninguém sequer soubesse minha posição, ou simplesmente acompanhar o movimento da sociedade e do eleitor, sem preocupar-me com a imprescindível proteção aos direitos e garantias individuais que julgamentos relativos à cassação requerem. Poderia estar, agora, confortavelmente recebendo elogios de todos.
Não foi essa a minha atitude. Fiz o difícil e o necessário. Naquele momento, eu não era simplesmente um parlamentar, mas um juiz diante de uma decisão que poderia tirar da vida pública por mais de 10 anos um senador eleito com aproximadamente 80% dos votos de seu estado. Tais julgamentos não podem ser fáceis, pois incidem diretamente sobre direitos e garantias individuais.
Porém, alguns argumentam que o julgamento no Senado é eminentemente político e não precisa ter o rigor e nem o tempo dos julgamentos jurídicos. Não é verdade. É óbvio que todo processo dessa natureza tem como pano de fundo uma disputa política, principalmente quando está em jogo a Presidência da Casa. Essa disputa, no entanto, não deve contaminar o processo. Julgamentos políticos são típicos de ditaduras. Numa democracia, quaisquer julgamentos, principalmente aqueles que incidem sobre os direitos e as garantias individuais, têm de respeitar princípios jurídicos universais, como o do devido processo legal, o do amplo direito à defesa e, acima de tudo, o de que o ônus da prova para além da dúvida razoável cabe ao acusador. São exatamente esses aspectos formais do processo que garantem o respeito aos direitos e garantias individuais e a lisura dos julgamentos. Não fosse desse modo, os julgamentos seriam, aí sim, meras formalidades.
Coerentemente com esses princípios e preocupado com o desgaste do Senado, defendi na sessão que fosse adiada a decisão, por considerar que não havia ainda no processo provas conclusivas de que os pagamentos à Sra. Mônica Veloso foram feitos pela empreiteira à qual era vinculado o lobista amigo de Renan Calheiros, já que a leitura atenta dos pareceres revelava mais indagações do que certezas. Tampouco havia no processo a tão necessária análise das outras acusações que pesam contra o Renan Calheiros, como seu eventual envolvimento com a compra de emissora de rádio por intermédio de laranjas, a possível intervenção indevida e ilegal em favor da cervejaria Schincariol e o noticiado esquema de beneficiamento de instituição bancária para atuar com créditos consignados. Assim, era impossível, naquele momento e com as informações disponíveis, emitir um juízo de valor conclusivo sobre a culpa do Senador Calheiros.
Considerei, por outro lado, que também não era possível inocentá-lo em definitivo, pois há indícios de crime tributário, que só serão configurados após a devida investigação pela Receita Federal. Outra frente de investigação também está em andamento no Ministério Público Federal, já autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, que tem demonstrado extremo rigor na análise de processos que envolvam parlamentares.
Ante a impossibilidade do adiamento da decisão, vi-me num dilema ético. O voto "sim" significava a culpa comprovada acima de quaisquer dúvidas e a cassação. O voto "não", por seu turno, significava o reconhecimento de uma inocência ainda em questão e o arquivamento do processo. Optei, dessa maneira, pela abstenção. Portanto, não dei esse voto por falta de convicções, mas porque acreditava e continuo a acreditar que todos os processos abertos no Conselho de Ética devam seguir com rigor, até que se possa fazer um julgamento final e conclusivo sobre todas as acusações. Defendo, inclusive, que o Senador Renan Calheiros deva licenciar-se da Presidência do Senado, de forma a assegurar que os processos transcorram com isenção e sem percalços de qualquer tipo.
Não foi uma decisão fácil. Tive de abstrair meus interesses políticos e eleitorais e repelir a sedução do aplauso da opinião pública. Tampouco foi uma decisão coletiva, pois, ao contrário do que foi noticiado de forma maliciosa, não solicitei voto a ninguém e respeitei as convicções de todos.
Foi uma decisão difícil e solitária e o meu voto foi o voto do magistrado que busca pesar cuidadosamente todos os aspectos jurídicos do processo na balança da Justiça e que se rege por lógica e tempo obviamente distintos daqueles utilizados pela mídia.
Estou, é certo, pagando um preço político e pessoal caro por ter tomado essa decisão e não peço que concorde com ela. Mas quero que compreenda que foi uma decisão tomada com transparência e com base em princípios e convicções. Poderia, é claro, ter tomado outra decisão com base apenas nas minhas conveniências políticas e eleitorais. Porém, nesse caso, eu teria de pagar um preço terrível: o preço daqueles que votam contra suas convicções.
E esse preço, pode acreditar, eu não poderia jamais pagar.
Senador Aloizio Mercadante.


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segunda-feira, julho 16, 2007

Pedofilia na Igreja, ou Pastoral da Criança.

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"No maior acordo já firmado entre uma diocese católica nos Estados Unidos e vítimas de abusos sexuais por parte de sacerdotes, a Corte Superior de Los Angeles determinou nesta segunda-feira, dia 16 de julho, que seja pago 660 milhões de dólares em indenizações a 508 pessoas.Conforme publicou a AFP, o juiz Boucher garantiu que os pagamentos serão feitos antes do dia 1º de dezembro desse ano. "Até agora, mais importante que o dinheiro são os termos deste acordo que garante transparência, clareza e (se compromete) com a divulgação dos arquivos confidenciais dos sacerdotes que estiveram envolvidos nestes casos de abusos de muitas crianças durante as últimas cinco décadas", afirmou o juiz.Entre as denúncias de abusos sexuais muitas se voltam contra o padre Clinton Hagenbach, falecido em 1987. Devido sua morte a parte acusatória destinou o processo contra a igreja.Quem também foi acusado de encobrir os casos de pedofilia foi o arcebispo de Los Angeles, cardeal Roger Mahony. O arcebispo foi denunciado por acobertar os abusos e voltou a pedir perdão nesse último domingo, dia 15 de julho. "Peço perdão novamente a todos os que foram ofendidos, que foram abusados pelos sacerdotes, diáconos, homens ou mulheres religiosos, ou por leigos", disse Mahony.Além de pagar a indenização, a Igreja Católica será obrigada a publicar informações pessoais dos padres acusados, para que se possa analisar se a igreja acobertou ou não os crimes."
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Tudo isso apenas numa única cidade, além de se ter que levar em conta que é uma cidade americana, e não uma de algum país de terceiro mundo, onde os sacerdotes são adorados como santos.
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Imagine nas pequenas cidades interioranas de um país como o Brasil ou qualquer outro da América Latina ou da África os absurdos crimes que são praticados contra crianças humildes e esfomeadas.
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Essa legião de criminosos encontra-se espalhada em todas as paróquias e capelas desse mundo afora, protegida por Justiças ineficazes e pelo medo da população de ir contra “o que vem do céu”.
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A “Santa Sé” faz de conta que não sabe de nada e que está horrorizada com esses crimes, como se todos eles, do Papa ao recém chegado seminarista de qualquer parte do mundo, não tenham em algum tempo se engalfinhado entre si na clausura dos seminários e conventos, fabricando assim os futuros pedófilos que abusarão criminosamente de crianças carentes e indefesas.
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Já é mais do que hora de parar com todas essas mentiras deslavadas de Cristianismo, Budismo, Judaísmo, Islamismo e outros tantos Ismos que são conservados apenas para que essas riquíssimas estruturas se mantenham e crimes como esses sejam acobertados.
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terça-feira, julho 10, 2007

Jesus Cristo: É Só Meu!...

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"Cristo constituiu apenas uma Igreja na Terra, e que essa, constituída e ordenada como uma sociedade, subsiste na Católica, governada pelo sucessor de Pedro (o Papa) e os bispos em comunhão com ele."
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Estas foram as palavras de Benedictus XVI hoje, causando indignação nas outras igrejas que também conseguem amealhar fortuna graças à imagem de Jesus Cristo.
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Ninguém quer perder essa inesgotável fonte de renda. É muita grana e poder envolvidos nessa macabra herança, forjada sobre uma cansativa mentira que ludibria tantos inocentes há milhares de anos.
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No século XVI (que coincidência), o teólogo alemão Lutero, iniciou uma luta conta o comércio de indulgências praticado pela igreja católica, ou seja: era só alguém chegar com muito dinheiro que comprava o perdão dos pecados seus ou de algum parente já morto mas que se encontrava no inferno ou purgatório.
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Quatro anos depois Lutero foi excomungado e surgiu então o Protestantismo, donde se originaram inúmeras religiões e seitas que se dizem evangélicas, conseguindo, nos dias de hoje, desviar a atenção e os recursos de milhões de fiéis em todo o mundo, causando arrepios de horror no Vaticano.
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É uma reles disputa pelo vil metal.
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Os evangélicos resumiram em suas igrejas e seitas todas as outras conhecidas: tem o dia do descarrego; do copo d’água em frente ao rádio ou à TV; da rosa vermelha sacramentada; do óleo ungido; do corredor dos 318 pastores; da cura de todos os males, inclusive câncer, dor de dente e deformidade genética; recuperação imediata de empresas à beira da falência; da volta do cônjuge enamorado por outra pessoa, e até da expulsão do visinho indesejado que mora ao lado.
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Já a igreja católica, com toda a sua pompa, não quer se expor tanto ao ridículo e tem adotado as regras que deram certo nos séculos passados, como a missa em latim e o endurecimento no trato contra todas as outras religiões, numa visão completamente míope do que está realmente acontecendo.
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A cada dia que passa, um maior número de pessoas percebe todo esse engodo em torno do cadáver do judeu Jesus Cristo, cujo corpo é comido e o sangue bebido nos rituais chamados de santa missa, enquanto o símbolo que identifica o cristianismo é nada menos que o brutal equipamento onde ocorreu sua execução, ou seja, a cruz.
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Após o grande susto que tomei quando percebi toda essa falcatrua, hoje sinto-me enojado com essa enganação ridícula, que arrasta mais de dois terços da humanidade para a sala de espera do “Deus Dará”
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“A idéia de um Ente supremo que cria um mundo no qual uma criatura deve comer outra para sobreviver e, então, proclama uma lei dizendo: ‘Não Matarás’é tão monstruosamente absurda que não consigo entender como a humanidade a tem aceito por tanto tempo.”
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Peter de Vries
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quarta-feira, junho 27, 2007

Nome Científico "Sibá machado senatoris"; Nome Popular "Pau Mandado"

Alterações na foto: Rodolfo Vasconcellos
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Como em poucos dias, um senador que nunca teve um único voto - nem mesmo o dele - cavou a própria cova, e enterrou os votos que um dia poderia ter.
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segunda-feira, junho 25, 2007

Tony Blair: Sem Deixar Saudades.

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Ao encerrar uma década de governo, o criador da "Terceira Via" depara-se com uma popularidade lastimável e os primeiros balanços sérios de seu mandato. Eles destacam a subserviência aos EUA e a manutenção sem brilho das políticas neoliberais de seus antecessores
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Richard Gott - "Le Monde"
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Em 17 de julho de 2006, durante a cúpula do G8 realizada em São Petersburgo, na primeira semana da agressão israelense contra o Líbano, uma câmara indiscreta de TV captou um encontro casual de Tony Blair e George Bush. As imagens revelam o presidente dos EUA falando por cima do seu próprio ombro, com o seu principal aliado europeu, e perguntando-lhe, descontraidamente. “Oi, Blair, você vai bem, cara?”.
A breve conversa subseqüente entre os dois não foi em si muito significativa, mas os meios de comunicação foram rápidos em notar a óbvia falta de interesse de Bush ao ver o primeiro ministro britânico. “Blair parece menos o chefe de um governo soberano do que um agente de Bush esperando o sinal verde do chefe – que nunca chega”, observou o jornal inglês The Guardian.
Blair deixou a residência oficial de Downing Street agora a pouco, ao fim de dez anos como primeiro-ministro do Reino Unido — e depois da derrota nas eleições locais de 3 de maio último, em que o Partido Trabalhista inglês perdeu 500 conselheiros e o Partido Conservador ganhou 900.
Que aconteceu com Blair? Como o jovem político inteligente, bonitão, eloqüente e acessível de dez anos atrás caiu em tamanha desgraça? Como as mesmas pessoas que beberam champanhe para comemorar sua vitória, em 1997, já separaram novas garrafas para celebrar sua partida hoje?
Blair era uma incógnita em 1997, mas amigos de colégio e universidade conheciam suas habilidades de ator. Sua capacidade de representar, encenar, decorar um papel e modificá-lo quando as circunstâncias o exigiam, tornaram-se a marca registrada de sua carreira.
A política externa de Blair foi, é claro, a principal causa do seu fracasso. As guerras de Blair, como foram chamadas num contundente livro com esse título, levaram a Inglaterra a cinco conflitos em seis anos, um recorde não igualado desde o império. As forças britânicas envolveram-se no Iraque, em 1998 (Operação Raposa do Deserto); no Kosovo, em 1999; em Serra Leoa, em 2000; no Afeganistão, em 2001; e, outra vez, no Iraque, em 2002. Nenhuma dessas aventuras teve sucesso.
Blair foi muitas vezes retratado pela mídia mundial como um “contínuo” ineficiente do presidente Bush. E, no entanto, a verdade é ainda mais deprimente. Das profundezas de sua própria ignorância, Blair acreditou firmemente em sua missão pessoal nos assuntos externos, independentemente dos norte-americanos.
A expedição ao Iraque foi precedida pela “ guerra contra o terrorismo ” de Bush, à qual Blair aderiu com entusiasmo. O desastre no Iraque foi a principal causa da trincheira de hostilidade a Blair pessoalmente, e a seu governo em geral.
Os acertos de Blair em educação, saúde e segurança, foram apenas uma continuidade do que já havia sido costurado politicamente pelos seus antecessores John Smith, Thatcher, e John Major. Entretanto, suas próprias iniciativas, foram quase todas marcadas por uma série de fracassos muito alardeados pelos meios de comunicação. Se ele não tivesse prometido deixar o poder em maio deste ano, sua saída certamente teria acontecido mais cedo.
A reputação de Blair deteriorou-se muito nos últimos meses, com seu governo envolvido em rumores de improbidades e escândalos. Blair é acusado, entre outras coisas, de “vender honrarias”, oferecendo títulos de Lorde em troca de contribuições para a campanha.
Blair enxerga-se como um dirigente nacional heróico, e preocupa-se agora com a "herança" que legará à História. Em matéria de política externa, o que ficará, principalmente, é sua propensão à guerra, sua vontade de reforçar a aliança anglo-americana, e a ressurreição de ambições imperiais camuflada em "intervenção humanitária".
Com certeza não deixará saudades.
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domingo, junho 10, 2007

Bíblia Sagrada

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O povo Mapuche é ancestral dos chilenos, e foi massacrado pelos espanhóis, que chegaram com suas bíblias "sagradas".
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Reflexão Mapuche:
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"Cuando vinieron, ellos tenían la Biblia
Y nos otros teníamos la tierra.
Y nos dijeron, cierren los ojos y recen.
Cuando abrimos los ojos, nosotros teníamos la Biblia
Y ellos tenían la Tierra."
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Pelas estórias contidas na "Bíblia Sagrada" o deus dos cristãos, se existisse de fato, seria um déspota, e como tal, repleto de idéias de vingança. Esse livro não fala senão em punições atrozes. Como amar um deus impiedoso e capaz de castigos abomináveis, que selecionou como único presente para os que o adorarem eternamente e acreditarem cegamente nas estórias desse livro, o céu, o paraíso?...
Nem mesmo seus seguidores, que tentam levar as palavras desse sanguinário livro adiante, acreditam, pois, se o fizessem, não cometeriam os crimes absurdos que cometem diariamente, até mesmo dentro de seus variados templos.
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“Se a bíblia está errada ao nos dizer de onde viemos, como podemos confiar nela ao dizer pra onde iremos?”
Justin Brown
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quarta-feira, maio 30, 2007

Henry Sobel, Após Condenação nos Estados Unidos: "Eu Preciso Me 'Reodimirrr' Com 'Deos'!"

"Eu "nao" lembro de nada, apenas das marcas das gravatas !...

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Triste e deprimente o espetáculo promovido por esse angustiado homem. Antes, acostumado às benesses do cargo religioso que ainda teima em ocupar, desfilava entre personalidades; servia o pão judeu na boca do presidente Lula diante das câmaras como se fosse realmente um enviado das "alturas"; era requisitado para entrevistas sempre que algum tema de relevância espiritual era abordado pela nossa mídia. Hoje em dia, depois que sua incontida vaidade puxou-lhe o tapete, vive pedindo à mesma mídia que lhe abra algum espaço para que justifique o roubo das gravatas de grife nos Estados Unidos. Primeiro confessou o crime, depois disse que não tinha como explicar o inexplicável, em seguida vieram a depressão, os ataques de cólera, os primeiros arroubos de uma dignidade que já não existia. Com a chegada do Papa Benedictus XVI ao Brasil, anunciou que lhe pediria perdão, mas, quando estiveram cara a cara, pediu-lhe apenas uma benção, e numa jogada de marketing vergonhosa, abençoou-o também.
Ontem, em entrevista na TV, disse que havia um vazio em sua mente que lhe impedia de lembrar do roubo... Lembrava apenas do depoimento na delegacia. Que não foi ele - aquele que ali estava - quem praticara aquele vergonhoso delito, mas um outro, encharcado de barbitúricos. Chamo de vergonhoso porque, estamos cansados de ver diariamente pessoas sendo presas por roubo de alimento ou de alguma coisa que possa ser vendida para compra de comida em seguida, e serem tratadas nos programas policiais de rádios e TVs da forma mais abjeta que se possa imaginar, enquanto o roubo desse “granfa” de horrível sotaque estratégico, foi para alimentar o que temos de mais desprezível: a competição entre nós mesmos, onde expomos disfarçadamente nossos melhores carros, nossos endereços, nossas viagens de férias, nossa “ceia de natal”, nosso nome e, por que não?... nossas roupas de grife. Essa competição que tanta vergonha e náusea causa a alguns, tem levado a maioria de nós homens a atitudes que terminam em passeios com algemas em camburões da nossa Polícia Federal.

Porque esse asqueroso ser, que tanto tem chorado diante das câmaras não conseguiu provar que estava sobre efeito de tão fortes medicamentos quando do julgamento pela corte americana? Foi condenado, e só com interferência do Presidente Lula e do Itamaraty, conseguiu que sua pena fosse cumprida no Brasil com serviços prestados à sociedade.

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quarta-feira, maio 09, 2007

Bento XVI: O Septo Nasal e o Séquito Papal.


Pinóquio sem faro.

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Mais um texto ao meu querido amigo Sóstenes Fonseca, que tanto admiro pela postura diante da vida e capacidade de querer bem às pessoas.

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Como deve sentir-se infeliz e inútil esse pobre homem quando está a sós consigo mesmo... Que vida desprovida de nobres propósitos, de palavras verdadeiras, e de carinho para com os milhões de seres carentes que todos os dias, em suas “obrigatórias” orações, pedem, entre assustados e esperançosos, por santos, virgens, anjos, deuses, ressuscitados e até por ele mesmo, chamado glamurosamente de Sua Santidade, Sumo Pontífice, Santo Padre, ou ainda, Vigário de Cristo.
Caso tenha, em sua juventude, escapado do furor hormonal que ronda desde sempre os seminários, conventos, e sacristias à noite – coisa que particularmente acho muito difícil – ver-se ainda obrigado a negar a si mesmo, o prazer inigualável de estreitar em seus braços o corpo macio e perfumado de uma mulher em brasas, e envolver-se na provocante e exclusiva fragrância aspergida entre suas coxas pela magia da vida, com certeza castrou-lhe definitivamente a lucidez necessária para discernir entre a verdade e a mentira, ou, melhor dizendo, entre o bem de uma amarga verdade dita com carinho e o mal de uma doce mentira dita com a demagógica e disfarçada voz mansa do clero.
Não é de assustar que todos os Papas tenham sempre corrido às léguas, com medo de inserirem as mulheres em suas atividades clericais, pois, elas são o contrário do que pregam, ou seja: são a própria vida, ou pelo menos, o lado bom dela. É quando temos a mulher amada em nossos braços e nos perdemos na mais deliciosa troca de carinhos, que somos realmente felizes. Não poder desfrutar disso deve ser mesmo desesperador. Tão desesperador que, no século XVI, essa Igreja Católica, que tinha proibido que mulheres cantassem nos seus corais, enfrentou um problema trágico: como não torturar os ouvidos dos piedosos prelados de cristo, privando-os das vozes sopranas, tão importantes nos coros para louvar o amor a deus? Uma solução bárbara foi encontrada: castrar jovens meninos cuja voz fosse considerada bela. Nos corais da Santa Igreja católica não faltaram assim, nunca mais, os sopranos e contraltos... Esta prática bárbara só terminaria em 1878, por ordem do Papa Leão XIII. Mas foi mantida ainda durante todo aquele século XIX, a ponto de Rossini, quando compôs a “Pequena missa solene”, escrever com naturalidade, que “serão suficientes para executá-la um piano e uma dúzia de cantores dos três sexos, homens, mulheres e castrados”.

Que vida desgraçada deve ser essa desse pobre personagem, bem como a de todos os que o antecederam no comando dessa brutal instituição religiosa, "obrigados", por uma perversa e incontrolável vaidade, a manter viva essa mentira que é o cristianismo, que há dois mil anos comete os crimes mais absurdos da barbárie humana.
Entre milhares de crimes hediondos praticados nesses dois milênios, quero destacar os da Idade Média Cristã quando, após tomar o poder político dentro do Império Romano, aboliu a liberdade de religião, juntou montanhas de cadáveres transformados em churrascos humanos, após terem seus bens confiscados pela própria igreja. Os seus membros massacraram milhões de “infiéis”, “hereges”, “feiticeiras” e outros, depois se mataram entre eles mesmos, levando a Europa às guerras mais ferozes que ela conheceu. Um passado repulsivo destes, poderia incitar à modéstia, mas, o Sumo Pontífice reivindica, diferentemente, o monopólio da ética e do amor universal. Proclama que todos devem adorar apenas o seu Deus que, além de ser "todo amor" é o "único existente", e considera os católicos melhores que o resto da humanidade, a ponto de exigir de todos os governos que, o que é bom para eles, tem que ser bom para todos.
É de uma desesperança atroz, e de um espanto hilariante, vermos esse pobre e frustrado "líder espiritual" - apesar de reluzente - acercar-se de uma comitiva de trinta imponentes cardeais, mais um secretário particular chamado carinhosamente de “galã”, tentar proibir o uso de preservativos como a “camisinha”, de chamar o aborto de assassinato, de impedir que desistamos das nossas vidas quando elas, em caráter irrevogável, tornarem-se insuportáveis, e de excomungar os deputados mexicanos que votaram a favor do aborto, tudo isso diante de uma multidão de cegos que não tem culpa alguma, porque já nasceu ouvindo essa ladainha do medo e da piedade por seres imaginários, flutuantes e perversos.
Excomunga-me oh pobre diabo! Afasta-me o mais que puderes dessa tua igreja e de todas que compõem o cristianismo, porque, das demais, eu sequer nunca me aproximei e nunca mais o farei de nenhuma delas.
A liberdade de livre pensar, fazer minhas escolhas, ser solidário por puro prazer, olhar para minha cadela Pandora com o mesmo olhar de amor incondicional que miro meus filhos, engalfinhar-me entre as coxas da mulher que amo sem o menor sentimento de culpa pelas loucuras que vivemos e promessas que trocamos, é o verdadeiro paraíso... não esse imaginário que prometes aos fiéis que continuarem cegos.
Excomunga-me!!!



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quinta-feira, maio 03, 2007

Henry Sobel: Com o RABINO Entre as Pernas...

...Sobel Vai Pedir Perdão ao PAPA.
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A visita de Bené XVI será a grande oportunidade para o Rabino Henry Sobel mostrar que é um ser humano importante, representante do "divino" aqui na terra, e que, aquele flagra do roubo das gravatas de grife em Miami, deve ser esquecido por todos nós, pois, afinal de contas, ele até usa uma quipá como a do seu colega católico, e também representante do "além" aqui na terra.
Eles se entendem, e certamente será um momento de grande importância para os dois.
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Hoje, 12.05.07, o Papa Benedictus XVI recebeu no Convento de São Bento representantes de outras religiões e seitas. Entre eles, claro, estava ninguém menos que o ladrãozinho de gravatas de grife e líder da comunidade judaica no Brasil, Henry Sobel. Em vez de pedir perdão ao Papa, como prometera fazer, não! Pediu a "benção papal" e depois de recebê-la, deu a sua bencão ao Papa entre incrédulo e estupefato.
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Parece mentira, não?! Mas é pura verdade. Acredite!!!
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