segunda-feira, outubro 06, 2008
GILMAR MENDES e Daniel Dantas - Personagens Nauseabundas
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Só mesmo muita grana, muitos interesses escusos e muita pouca vergonha, leva pessoas de atividades tão diversas – pelo menos as oficiais – a se unirem para tentar desacreditar perante a opinião pública do país, instituições como a Polícia Federal, o Ministério Público, o Judiciário nas suas primeiras e segundas instâncias, e a Abin.
As investidas contra o governo que aí está, constitucionalmente eleito pela grande maioria dos brasileiros vêm desde o “escândalo” do mensalão, onde, práticas utilizadas pelos governos anteriores, eram então tornadas públicas através inicialmente da revista Veja, que tratou de exagerar nos fatos, misturando culpados com inocentes e tornando assim impossível para a sociedade distinguir o bem do mal, o joio do trigo. Mas, a idéia era essa mesma: transformar o país numa zona geral, arrastando para o buraco ministros de estado, políticos bem intencionados, juntamente com moleques do quilate de Roberto Jéferson, que resolveu entregar todos de bandeja, porque não lhe foram entregues os oito milhões que exigira para ficar calado.
Hoje, temos o revide do Supremo Tribunal Federal na pessoa do seu presidente, esse arrogante de beiço caído que é Gilmar Mendes, contra as instituições acima citadas, depois que, contra tudo e contra todos, desmascararam esse bandido protegido por ministros como Nelson Jobim e políticos dos partidos de oposição. Em atitudes autoritárias que mais lembraram as adotadas nos negros anos da ditadura militar, esse desmoralizado do Gilmar Mendes expediu dois Hábeas Corpus em defesa do delinqüente e ainda ameaçou punir o Juiz Fausto De Sanctis, para mostrar aos demais que, como nas instâncias superiores, esse senhor gangster deveria ser visto com outros olhos, num claro “Golpe da Toga” que institui um Estado Judicialesco, e não Policialesco, como saiu gritando aos quatro cantos o presidente do STF quando viu imagens do seu querido Daniel algemado e preso com a comparsa da sua irmã e outros menos importantes membros da quadrilha.
Unido ao ex colega Nelson Jobim, Gilmar Mendes deu cobertura a essa história do grampo telefônico arquitetada pelo “rei do grampo” no Brasil, onde uma única conversa foi interceptada, justamente com um político da tropa de choque do próprio Daniel Dantas (Demóstenes Torres – DEMO) e num inocente diálogo, coisa muito difícil de acontecer entre esses dois personagens. Por que aqui não se faz a pergunta vestibular de todo crime? “Quem tinha interesse em afastar do caminho o eficiente ex-chefe da Polícia Federal delegado Paulo Lacerda, e em tirar do foco da imprensa a Operação Satiagraha?” Claro que é o rei do grampo Daniel Dantas!
Estribuchando, Gilmar Mendes fez declarações impensadas à mídia que lhe dá cobertura e atravessou o eixo monumental para chamar à responsabilidade o Presidente da República e exigir dele, acobertado por “provas” fornecidas pelo Ministro da Defesa Nelson Jobim, a demissão do ex delegado da Polícia Federal Paulo Lacerda. Hoje, questiona-se se foi legal a utilização de agentes da Abin no desmantelamento da quadrilha de Daniel Dantas, em vez de se render homenagens ao delegado encarregado do caso Protógenes Queiroz, ao Dr. De Sanctis, Juiz Federal de primeira instância que corajosamente mandou prende-lo duas vezes, ao Procurados da República Rodrigo De Grandis que solicitou as prisões e deu cobertura legal às investigações, e, principalmente, ao Dr. Paulo Lacerda, que serviu de “bode expiatório” para atender as exigências desse pedante Gilmar Mendes e seu protegido.
Segundo o professor de Direiro Penal Thiago de Oliveira, “Às vésperas do 2º aniversário da Constituição Cidadã (...), encena-se no caso Daniel Dantas um lamentável espetáculo de barbarização constitucional: princípios como o da independência dos poderes, da impessoalidade, da isonomia e da moralidade são, solenemente ignorados. Pratica-se neste episódio uma curiosa legalidade ‘self-service’: o rigor das leis e a força da Constituição devem prevalecer, desde que não resultem em aborrecimentos ao bandido de terno bem recortado”. E continua: “Superando as fronteiras do absurdo, as forças da República se invertem, enquanto a criminalidade potente de Daniel Dantas e sua quadrilha repousa protegida numa inquebrantável barricada erguida sob os territórios dos Três poderes, agentes do Estado, constitucionalmente instituídos para a função de persecução criminal, são execrados e desautorizados em praça pública. Grampolândia e factóides são eficientemente propalados pela mídia pró-DD, espalhando o nevoeiro no qual se embaça (e se perde) a visão sobre o enraizamento de um criminoso aboletado no centro do poder”.
Comprovada que está a impossibilidade dos equipamentos adquiridos pela Abin servirem para escutas telefônicas, nada mais resta ao Presidente Lula que determinar de imediato o retorno às suas Funções do Dr. Paulo Lacerda, para que a sociedade possa então comemorar a vitória dos homens de bem que vestem gravatas da feira da sulanca, contra os bandidos travestidos finamente de banqueiros e "doutores".
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quinta-feira, setembro 04, 2008
O Grampo de Gilmar Mendes - Quem Acredita Nessa História?
"Isto não é um absurdo?!..."
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Claro que o absurdo é o tamanho do Grampo e a pretensa candidatura (que por sinal, teria Garotinho como candidato a vice), e não a história
O jeito foi unir-se a outros inconformados com as atuações desses órgãos e partir para o ataque. De braços dados com outros ministros do STF, atravessou o canteiro central do eixo monumental que separa o Supremo, do Palácio do Planalto, e adentrou o Gabinete Presidencial para, enrubescido, queixar-se ao presidente de que fora vítima de um brutal grampo, e que isso só podia ser coisa dos agentes da ABIM, dada a sutileza com que colocaram o bruto no interior do seu recinto. E que só veio mesmo saber que o dito estava lá, depois do assunto ser comentado numa revista semanal, levando essa vergonha ao conhecimento de todos.
Órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público – entre outros – têm tirado o sono de quase todos os parlamentares deste país, principalmente no Congresso Nacional, onde a concentração de parlamentares delinqüentes é a maior do planeta.
A primeira suspeita não poderia nunca cair sobre a ABIM e a Polícia Federal, principalmente pelo fato da denúncia haver sido feita pela revista semanal que mais vergonha causa ao jornalismo nacional que é a VEJA.
Parece-me que tudo foi uma grande armação. O diálogo divulgado (grampeado) entre Gilmar Mendes e Demóstenes Torres é de uma leveza tal, que caracteriza muito bem, no meu entender, a ausência da mão da ABIM ou da Polícia Federal.
Tarso Genro - Ministro da Justiça - reconheceu a possibilidade de os grampos nos telefones de Mendes terem sido feitos no rastro da Operação Satiagraha, que em julho acertou em cheio o sócio-fundador do Grupo Opportunity, Daniel Dantas, preso duas vezes. "É uma linha de investigação não excluída", disse, ao responder a uma pergunta sobre a possível conexão entre os fatos. "Pode ser alguém que tenha ou teve vínculos com a Abin e que não necessariamente tenha agido a mando da direção."
Gilmar Mendes só vai sossegar quando tiver uma Polícia Federal castrada, sem colocar algemas em granfinos nem assenta-los sobre as próprias mão algemadas em camburões como faz com os outros brasileiros, e sem autonomia para investigar os bandidos que superlotam a Câmara e o Senado Federal; um Ministério Público que lhe renda homenagens, e juizes de instâncias inferiores assustados com o estrebuchar do abusado presidente do STF.
Aguardemos...
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terça-feira, agosto 19, 2008
segunda-feira, agosto 18, 2008
DUNGA - Putz!!! Só Pode Ser Obra do Clodovil!!!...
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quinta-feira, julho 10, 2008
GILMAR MENDES... Envenenando a Madrugada.
Para Daniel Dantas e sua quadrilha:Lexotan Supremo;
Para mim e o resto do povo:
Rebite Obsceno.
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Não deu pra dormir!...
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terça-feira, março 18, 2008
A Revista Veja é Fascista e Seus Editores São Covardes
Capa da Veja por ocasião da renúncia de Fidel Castro..
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Trecho da reportagem de capa da revista Veja sobre a renúncia de Fidel:
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"O ditador entrega o comando direto do país ao irmão, abre caminho para mudanças, mas fica ainda como um fantasma assombrando o povo e preservando sua tenebrosa herança.
O que será de Cuba depois que Fidel for se encontrar com Marx no céu dos comunistas? O regime cubano, da forma como nós o conhecemos, não pode sobreviver a seu criador. No dia seguinte ao funeral do "comandante-en-jefe", tudo parecerá no mesmo lugar – o Partido Comunista, a polícia política, os ministérios, a camarilha dirigente –, mas essa estrutura terá a consistência de um painel cenográfico."
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Reprodução do E-mail acima, endereçado à seção de Cartas, da Revista Veja:.
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Ontem, numa fila de supermercado, ao observar a capa da edição 2049 dessa revista, obtive a resposta à pergunta que sequer nunca havia me feito: "Porque deixei de ser assinante de Veja".
O "Já Vai Tarde" sobre a silhueta de Fidel Castro, sugere até um plágio de um texto meu sobre a morte do ditador chileno Augusto Pinochet, enquanto a Veja, na edição de 20.12.2006, publicava: "O golpe de 1973 foi um produto da Guerra Fria. A CIA, o serviço secreto americano, que tinha tramado para impedir a posse de Allende em 1970, recebeu carta-branca e verbas para ajudar a organizar e financiar o golpe." Por que criar um fosso tão grande entre ditaduras de direita e de esquerda? Por que Fidel incomoda tanto essa revista e Pinochet não?
Rodolfo Vasconcellos
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Capa da Veja por ocasião da morte de Augusto Pinnochet..
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Trecho extraído do texto publicado pela revista Veja sobre a morte do sanguinário ditador chileno Augusto Pinochet, fato que não mereceu sequer uma chamada de capa como se pode ver na foto imediatamente acima:
“Existe a crença de que sem a ditadura não teria sido possível atingir um bom desempenho econômico. Reformas liberais similares promovidas por Margaret Thatcher na Inglaterra resultaram em desenvolvimento econômico acelerado sem arranhar minimamente a democracia. Por outro lado, modelos econômicos ultrapassados não dão certo mesmo quando garantidos por regimes de força. De outra forma, a ditadura cubana teria criado um país próspero, e não um dos mais pobres da América Latina.”
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Nas duas edições seguintes procurei na seção de cartas a publicação da minha correspondência e, não só não encontrei a minha como não encontrei uma única criticando a postura fascista da revista. Apenas uma dezena de cartas foi publicada, todas apoiando o “Conselho Ditatorial” da revista.
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terça-feira, março 11, 2008
Bento XVI e os Novos Pecados Capitais
Vinde a nós pecadores, pois aqui todos entendemos muito disso..
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Os pecados capitais “modernos” são: poluição ambiental, manipulação genética, acumulação de riqueza excessiva, geração de pobreza, consumo e tráfico de drogas, experimentos moralmente discutíveis e violação de direitos fundamentais da natureza humana. Publicada no domingo no jornal do Vaticano, Osservatore Romano, a lista foi divulgada por Benedito XVI em meio ao temor pela redução no número de católicos que praticam a confissão.
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quarta-feira, março 05, 2008
A Mentira de Ives Gandra
Primeiro me incomodou profundamente seu argumento de que a preocupação da CNBB não era com os aspectos religiosos da questão, e sim com os sociais e legais, e que por isso a CNBB se fazia ali representar por ele não em defesa dos interesses dos católicos, mas de toda a sociedade brasileira.
Repudio veementemente esse argumento, essa afirmativa, já que eu jamais me deixaria representar por qualquer órgão ou representante dessa Igreja Católica de obscuro passado e presente enlameado de concupiscência.
E prosseguiu em seu fraco pronunciamento, lembrando que o Vaticano já foi agraciado 29 vezes com o Nobel por pesquisas científicas. Isso mesmo, 29 Prêmios Nobel por pesquisas científicas, o que credenciava essa CNBB a ir de encontro à comunidade científica.
Na verdade, acredito mesmo que toda essa preocupação da CBNN com os embriões que estão congelados em hidrogênio líquido é unicamente por conta das criancinhas que deixarão de nascer para aos dez anos sentarem nos colos dos padres para conhecer o "catecismo”.
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quarta-feira, janeiro 16, 2008
A Morte do Senador
Dentre todas as personagens, lugares e situações citadas neste texto de autoria desconhecida, apenas uma existe realmente para o nosso pavor, apesar de todos os seus disfarces: O Senador..
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Ele passa 24 horas junto a um grupo de almas contentes que andam de nuvem em nuvem, tocando harpas e cantando. Tudo vai muito bem e, antes que ele perceba, o dia se acaba e São Pedro retorna.
Então São Pedro o leva de volta ao elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno. A porta abre e ele se vê no meio de um enorme terreno baldio cheio de lixo. Vê todos os seus amigos com as roupas rasgadas e sujas catando o entulho e colocando em sacos pretos.
O Diabo vai ao seu encontro e, para acalmá-lo, passa o braço pelo ombro do senador.
- "Não estou entendendo", - gagueja o senador - "Ontem mesmo eu estive aqui e havia um campo de golfe, um clube, lagosta, caviar, e nós dançamos e nos divertimos o tempo todo. Agora só vejo esse fim de mundo cheio de lixo e meus amigos arrasados !!!"
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Recebi por e-mail, da minha querida e sumida amiga Silvia Mota.
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quarta-feira, dezembro 05, 2007
Ronaldo Cunha Lima 7 X 4 Dignidade
A agonia de um criminoso. Hoje, o Supremo Tribunal Federal apreciou a Ação Penal/333 que analisa a competência do STF para julgar o ex-deputado federal Ronaldo José da Cunha Lima - após este empreender fuga através de uma renúncia nauseante do mandato que a gente humilde da Paraíba lhe outorgou - em ação criminal por tentativa de assassinato de Tarcísio Burity há 14 longos anos. Na época, mais conhecido como “Runaldo”, face a grande quantidade de Rum Montilla que ingeria todos os dias e o dia todo, o então governador da nossa Paraíba, após encher a cara num almoço com capangas e correligionários, saiu à caça do adversário, e disparou traiçoeira e covardemente com arma de fogo contra a cabeça do indefeso e desarmado Burity, acertando-lhe a boca. Em seguida - naquele tempo já agia assim - empreendeu fuga em direção a Campina Grande, sendo preso em plena rodovia pela Polícia Rodoviária Federal antes de alcançar seu objetivo, e liberado em seguida sabe Deus a que custo.
No encaminhamento dos seus votos, corei envergonhado ao ver um político de longa história do meu querido Estado, já havendo passado pela governadoria e senadoria, exercendo por último o mandato de deputado federal, ser desmascarado perante os membros da suprema corte brasileira, que flagravam a cada voto a tentativa de mais uma fuga desse chorão que tenta enganar também a opinião pública ao dizer-se arrependido.
quarta-feira, novembro 28, 2007
Hugo Chávez. O Rei, o Dono do Mundo e o Falastrão.
Profissionais na arte macabra de difamar, estas instituições americanas conseguem retirar das primeiras páginas dos maiores veículos de circulação, os principais feitos do presidente venezuelano à frente do poder. Por acaso não foi Chávez que devolveu a dignidade da condição de cidadãos a cerca de cinco milhões de marginalizados desprovidos até de documentos de identidade, entre eles indígenas? Não foi esse falastrão irrecuperável que retomou o controle da estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA)? Não foi esse coronel golpista que desprivatizou e devolveu ao setor público a principal empresa de telecomunicações do país, bem como a companhia de eletricidade de Caracas? Não foi esse arrogante que nacionalizou os campos petrolíferos do Orinoco? Não foi esse inimigo dos Estados Unidos que reservou parte do dinheiro do petróleo à obtenção de uma autonomia efetiva ante as instituições financeiras internacionais, e mais outra parte para o financiamento de programas sociais?...
Pois é!...
A habilidade dos governos americanos em desacreditar governos que não lhes são simpáticos, juntada à verbiagem chavista, fez encobrir os fatos de que mais de 3 milhões de hectares de terra foram distribuídos entre os trabalhadores rurais; que milhões de adultos e crianças foram alfabetizados; que milhares de postos médicos foram instalados nos bairros populares de quase todas as cidades venezuelanas; que dezenas de milhares de pessoas sem recursos e que sofriam de problemas oculares receberam cirurgia gratuita; que os produtos alimentícios básicos são subvencionados e oferecidos aos mais carentes a preços 42% abaixo do mercado; que a duração da jornada semanal de trabalho passou de 44 para 36 horas, enquanto o salário mínimo elevou-se a 204 euros mensais, o mais alto na América Latina depois da Costa Rica; que a pobreza, entre 1999 e 2005, caiu de 42,8% para 33,9%, enquanto a população vivendo da economia informal diminuiu de 53% para 40%.
Apesar dos êxitos obtidos na política internacional, a inabilidade desse fanfarrão ao improvisar discursos tem-lhe levado a confrontos desnecessários como o da semana passada com o presidente da Colômbia Álvaro Uribe, e o da semana retrasada com o rei Juan Carlos da Espanha que lhe interpelou em voz alta em público: ¿Porqué no te callas?
terça-feira, novembro 06, 2007
Um Ministro do STF Põe um Ponto Final na Ficha Criminal de Ronaldo Cunha Lima
quinta-feira, novembro 01, 2007
Ronaldo Cunha Lima
"Esse homem manobrou e usou de todas as chicanas processuais por 14 anos para fugir do julgamento. O ato dele é um escárnio para com a Justiça brasileira em geral e para com o Supremo em particular”, disse o ministro Joaquim Barbosa, que é relator do processo.
quinta-feira, outubro 25, 2007
O Sexo nos Conventos, Seminários e Sacristias.
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terça-feira, outubro 23, 2007
E o Padre Júlio Lancelotti Também Gosta de Menininhos.

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O cristianismo marcha na contramão de tudo isso. Ensina que só devemos transar para reproduzir. Que não devemos utilizar nem pílulas anticoncepcionais, nem camisinhas e muito menos praticar abortos. Que o homossexualismo e outras práticas menos conhecidas, embora sadias, são pecados, e que os seus padres, freiras, bispos cardeais e papas devem se abster de toda e qualquer prática sexual.
Já pensou?! Um bocado de homens ou mulheres trancados em um seminário ou convento, sob a guarda de um outro bocado de homens ou mulheres que também já passaram por isso! E que à noite vão todos dormir em paz, após haverem deixado sob o altar todo o tesão da puberdade, da adolescência e da vida adulta sexualmente mal resolvida, porque também foi trancada num convento ou seminário!?
Ninguém consegue lutar contra isso... A natureza fez assim! É assim mesmo que ela quer: todo mundo transando, se curtindo, se reproduzindo, para que não haja aberrações como transar com criancinhas pré-púberes. Não concordo com essa tara... com a escolha de praticar sexo com menores que ainda não sentem sequer prazer com isso e que na grande maioria das vezes são dependentes física ou psicologicamente do adulto que as sevicia. Isso não é sexo como eu entendo. Embora envolva duas pessoas, apenas uma tira proveito, enquanto a outra se vê abusada e terrivelmente agredida.
As igrejas estão cheias de pedófilos e “pedófilas” com criancinhas no colo ensinando o catecismo. Não consigo ver de outra maneira. Só uma ínfima parte de religiosos católicos não sevicia crianças ou não corre feito louca pro banheiro mais próximo quando a mãe natureza lhes impõem a regra básica através do tesão incontido.
O padre vinha sendo extorquido há mais de cinco anos por um ex-interno da Febem que conseguiu arrancar mais de 50 mil reais do padre, ameaçando denunciar seu envolvimento com criancinhas do Centro que ele dirige, ou seja, justamente o de “defesa da criança e do adolescente”. Essa história de que o padre, na condição de religioso, não soube como agir e se submeteu à extorsão do “bandido” é conversa pra boi dormir. Eu já trabalhei com crianças infratoras em Brasília, na condição de “Atendente Custodial” por dois anos e, após seis meses, já estávamos todos acostumados às suas malandragens, e tivemos que nos precaver contra todas elas. O padre Lancelloti está nessa história há dezesseis anos! Se não tinha nada a ver, deveria ter informado imediatamente à polícia, e não agora, quando viu que a bomba iria estourar. Para piorar a situação, nos jornais televisivos de hoje pela manhã, uma enfermeira da ONG dirigida pelo padre, presta depoimento sem se identificar, de que viu Lancelotti aos beijos e carícias íntimas com criancinhas no interior da instituição.
Existe refúgio mais seguro para um homossexual que quer se manter no anonimato do que um convento ou seminário, e depois a vida no clero? Claro que não! Primeiro porque não vai nem precisar disfarçar sua voz mansa, estará sempre cercado de criancinhas e coroinhas, merecerá a confiança dos pais dessas criancinhas e, em caso de descobrirem suas aberrações, terá toda uma instituição a defende-lo, como foi o caso do padre Lancelloti, quando o arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, disse nesta quarta-feira que está "sofrendo muita dor" pelo padre Júlio Lancelotti. De acordo ainda com o arcebispo, nomeado cardeal pelo papa Bento XVI na quarta-feira passada, não há fundamento na acusação contra o padre: - “Eu sinto muita dor pelo padre Júlio Lancelotti. Sei que ele também está sofrendo muito com essa situação, do fato de ele estar sendo primeiramente chantageado, claramente chantageado, pressionado por uma situação de injúria.”
Putz!
quinta-feira, outubro 18, 2007
Brasil 5 X 0 Equador: Que Merda!!!
Que jogo desgraçado esse de ontem no Maracanã, quando Kaká, Ronaldinho Gaúcho e Robinho venceram de cinco a zero. Tirando algumas poucas jogadas maravilhosas desses craques que resultaram nos gols, incluindo aí um que foi sem querer, o jogo inteiro foi de uma mediocridade sem par. Nenhuma jogada ensaiada, nenhum esquema tático, ninguém atuando pela esquerda do ataque brasileiro... um desastre. Só não havia um amontoado de craques como em outras ocasiões, pois, até que os atletas brasileiros estavam bem espalhados em campo, dificultando até a troca de passes.
E ainda ter que ouvir Galvão Bueno se constranger com as primeiras vaias do público, e o comentarista Falcão apenas ratificar todas as colocações idiotas de Bueno quando este resolvia lhe passar o microfone...
Torci desde o primeiro jogo destas eliminatórias pelo Brasil. Mas torci como louco, na esperança de que possamos realmente chegar também nessa copa do mundo como em todas as outras. Por isso torci para que nossa seleção perdesse esses dois jogos, pois empatando ou ganhando, graças a jogadas individuais de alguns craques, ficaremos até a fase final da Copa do Mundo com esse Dunga fazendo também caretas à margem do gramado, até a constatação de que está tudo errado com o nosso futebol. E aí a vaca já terá ido pro brejo.
domingo, outubro 14, 2007
segunda-feira, setembro 24, 2007
Aloízio Mercadante - Diálogo Com Um Senador.


Razões do meu voto
"Os juízes devem ser homens de Estado. É necessário que saibam discernir o espírito de seu tempo, afrontar obstáculos que é possível vencer e desviar-se da corrente, quando o turbilhão ameaça arrastar, junto com eles mesmos, a soberania da União e a obediência devida a suas leis". Tocqueville
Percebo e compreendo o sentimento da sociedade, que quer a cassação do Senador Renan Calheiros. Ao longo de mais de 100 dias, diante de tudo o que foi publicado, verdade ou não, é natural que seja essa a vontade e a conclusão das pessoas. Trata-se de um julgamento que não apresenta grandes dificuldades, feito ao sabor da percepção dos acontecimentos veiculados pela mídia.
De minha parte, também seria mais fácil me esconder no voto secreto, como infelizmente tantos fizeram, sem que ninguém sequer soubesse minha posição, ou simplesmente acompanhar o movimento da sociedade e do eleitor, sem preocupar-me com a imprescindível proteção aos direitos e garantias individuais que julgamentos relativos à cassação requerem. Poderia estar, agora, confortavelmente recebendo elogios de todos.
Não foi essa a minha atitude. Fiz o difícil e o necessário. Naquele momento, eu não era simplesmente um parlamentar, mas um juiz diante de uma decisão que poderia tirar da vida pública por mais de 10 anos um senador eleito com aproximadamente 80% dos votos de seu estado. Tais julgamentos não podem ser fáceis, pois incidem diretamente sobre direitos e garantias individuais.
Porém, alguns argumentam que o julgamento no Senado é eminentemente político e não precisa ter o rigor e nem o tempo dos julgamentos jurídicos. Não é verdade. É óbvio que todo processo dessa natureza tem como pano de fundo uma disputa política, principalmente quando está em jogo a Presidência da Casa. Essa disputa, no entanto, não deve contaminar o processo. Julgamentos políticos são típicos de ditaduras. Numa democracia, quaisquer julgamentos, principalmente aqueles que incidem sobre os direitos e as garantias individuais, têm de respeitar princípios jurídicos universais, como o do devido processo legal, o do amplo direito à defesa e, acima de tudo, o de que o ônus da prova para além da dúvida razoável cabe ao acusador. São exatamente esses aspectos formais do processo que garantem o respeito aos direitos e garantias individuais e a lisura dos julgamentos. Não fosse desse modo, os julgamentos seriam, aí sim, meras formalidades.
Coerentemente com esses princípios e preocupado com o desgaste do Senado, defendi na sessão que fosse adiada a decisão, por considerar que não havia ainda no processo provas conclusivas de que os pagamentos à Sra. Mônica Veloso foram feitos pela empreiteira à qual era vinculado o lobista amigo de Renan Calheiros, já que a leitura atenta dos pareceres revelava mais indagações do que certezas. Tampouco havia no processo a tão necessária análise das outras acusações que pesam contra o Renan Calheiros, como seu eventual envolvimento com a compra de emissora de rádio por intermédio de laranjas, a possível intervenção indevida e ilegal em favor da cervejaria Schincariol e o noticiado esquema de beneficiamento de instituição bancária para atuar com créditos consignados. Assim, era impossível, naquele momento e com as informações disponíveis, emitir um juízo de valor conclusivo sobre a culpa do Senador Calheiros.
Considerei, por outro lado, que também não era possível inocentá-lo em definitivo, pois há indícios de crime tributário, que só serão configurados após a devida investigação pela Receita Federal. Outra frente de investigação também está em andamento no Ministério Público Federal, já autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, que tem demonstrado extremo rigor na análise de processos que envolvam parlamentares.
Ante a impossibilidade do adiamento da decisão, vi-me num dilema ético. O voto "sim" significava a culpa comprovada acima de quaisquer dúvidas e a cassação. O voto "não", por seu turno, significava o reconhecimento de uma inocência ainda em questão e o arquivamento do processo. Optei, dessa maneira, pela abstenção. Portanto, não dei esse voto por falta de convicções, mas porque acreditava e continuo a acreditar que todos os processos abertos no Conselho de Ética devam seguir com rigor, até que se possa fazer um julgamento final e conclusivo sobre todas as acusações. Defendo, inclusive, que o Senador Renan Calheiros deva licenciar-se da Presidência do Senado, de forma a assegurar que os processos transcorram com isenção e sem percalços de qualquer tipo.
Não foi uma decisão fácil. Tive de abstrair meus interesses políticos e eleitorais e repelir a sedução do aplauso da opinião pública. Tampouco foi uma decisão coletiva, pois, ao contrário do que foi noticiado de forma maliciosa, não solicitei voto a ninguém e respeitei as convicções de todos.
Foi uma decisão difícil e solitária e o meu voto foi o voto do magistrado que busca pesar cuidadosamente todos os aspectos jurídicos do processo na balança da Justiça e que se rege por lógica e tempo obviamente distintos daqueles utilizados pela mídia.
Estou, é certo, pagando um preço político e pessoal caro por ter tomado essa decisão e não peço que concorde com ela. Mas quero que compreenda que foi uma decisão tomada com transparência e com base em princípios e convicções. Poderia, é claro, ter tomado outra decisão com base apenas nas minhas conveniências políticas e eleitorais. Porém, nesse caso, eu teria de pagar um preço terrível: o preço daqueles que votam contra suas convicções.
E esse preço, pode acreditar, eu não poderia jamais pagar.
Senador Aloizio Mercadante.
segunda-feira, julho 16, 2007
Pedofilia na Igreja, ou Pastoral da Criança.
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Imagine nas pequenas cidades interioranas de um país como o Brasil ou qualquer outro da América Latina ou da África os absurdos crimes que são praticados contra crianças humildes e esfomeadas.
Essa legião de criminosos encontra-se espalhada em todas as paróquias e capelas desse mundo afora, protegida por Justiças ineficazes e pelo medo da população de ir contra “o que vem do céu”.
A “Santa Sé” faz de conta que não sabe de nada e que está horrorizada com esses crimes, como se todos eles, do Papa ao recém chegado seminarista de qualquer parte do mundo, não tenham em algum tempo se engalfinhado entre si na clausura dos seminários e conventos, fabricando assim os futuros pedófilos que abusarão criminosamente de crianças carentes e indefesas.
Já é mais do que hora de parar com todas essas mentiras deslavadas de Cristianismo, Budismo, Judaísmo, Islamismo e outros tantos Ismos que são conservados apenas para que essas riquíssimas estruturas se mantenham e crimes como esses sejam acobertados.
terça-feira, julho 10, 2007
Jesus Cristo: É Só Meu!...
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"Cristo constituiu apenas uma Igreja na Terra, e que essa, constituída e ordenada como uma sociedade, subsiste na Católica, governada pelo sucessor de Pedro (o Papa) e os bispos em comunhão com ele."
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Estas foram as palavras de Benedictus XVI hoje, causando indignação nas outras igrejas que também conseguem amealhar fortuna graças à imagem de Jesus Cristo.
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Ninguém quer perder essa inesgotável fonte de renda. É muita grana e poder envolvidos nessa macabra herança, forjada sobre uma cansativa mentira que ludibria tantos inocentes há milhares de anos.
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No século XVI (que coincidência), o teólogo alemão Lutero, iniciou uma luta conta o comércio de indulgências praticado pela igreja católica, ou seja: era só alguém chegar com muito dinheiro que comprava o perdão dos pecados seus ou de algum parente já morto mas que se encontrava no inferno ou purgatório.
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Quatro anos depois Lutero foi excomungado e surgiu então o Protestantismo, donde se originaram inúmeras religiões e seitas que se dizem evangélicas, conseguindo, nos dias de hoje, desviar a atenção e os recursos de milhões de fiéis em todo o mundo, causando arrepios de horror no Vaticano.
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É uma reles disputa pelo vil metal.
Os evangélicos resumiram em suas igrejas e seitas todas as outras conhecidas: tem o dia do descarrego; do copo d’água em frente ao rádio ou à TV; da rosa vermelha sacramentada; do óleo ungido; do corredor dos 318 pastores; da cura de todos os males, inclusive câncer, dor de dente e deformidade genética; recuperação imediata de empresas à beira da falência; da volta do cônjuge enamorado por outra pessoa, e até da expulsão do visinho indesejado que mora ao lado.
Já a igreja católica, com toda a sua pompa, não quer se expor tanto ao ridículo e tem adotado as regras que deram certo nos séculos passados, como a missa em latim e o endurecimento no trato contra todas as outras religiões, numa visão completamente míope do que está realmente acontecendo.
A cada dia que passa, um maior número de pessoas percebe todo esse engodo em torno do cadáver do judeu Jesus Cristo, cujo corpo é comido e o sangue bebido nos rituais chamados de santa missa, enquanto o símbolo que identifica o cristianismo é nada menos que o brutal equipamento onde ocorreu sua execução, ou seja, a cruz.
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Após o grande susto que tomei quando percebi toda essa falcatrua, hoje sinto-me enojado com essa enganação ridícula, que arrasta mais de dois terços da humanidade para a sala de espera do “Deus Dará”
quarta-feira, junho 27, 2007
segunda-feira, junho 25, 2007
Tony Blair: Sem Deixar Saudades.
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Em 17 de julho de 2006, durante a cúpula do G8 realizada em São Petersburgo, na primeira semana da agressão israelense contra o Líbano, uma câmara indiscreta de TV captou um encontro casual de Tony Blair e George Bush. As imagens revelam o presidente dos EUA falando por cima do seu próprio ombro, com o seu principal aliado europeu, e perguntando-lhe, descontraidamente. “Oi, Blair, você vai bem, cara?”.
A breve conversa subseqüente entre os dois não foi em si muito significativa, mas os meios de comunicação foram rápidos em notar a óbvia falta de interesse de Bush ao ver o primeiro ministro britânico. “Blair parece menos o chefe de um governo soberano do que um agente de Bush esperando o sinal verde do chefe – que nunca chega”, observou o jornal inglês The Guardian.
Blair deixou a residência oficial de Downing Street agora a pouco, ao fim de dez anos como primeiro-ministro do Reino Unido — e depois da derrota nas eleições locais de 3 de maio último, em que o Partido Trabalhista inglês perdeu 500 conselheiros e o Partido Conservador ganhou 900.
Que aconteceu com Blair? Como o jovem político inteligente, bonitão, eloqüente e acessível de dez anos atrás caiu em tamanha desgraça? Como as mesmas pessoas que beberam champanhe para comemorar sua vitória, em 1997, já separaram novas garrafas para celebrar sua partida hoje?
Blair era uma incógnita em 1997, mas amigos de colégio e universidade conheciam suas habilidades de ator. Sua capacidade de representar, encenar, decorar um papel e modificá-lo quando as circunstâncias o exigiam, tornaram-se a marca registrada de sua carreira.
A política externa de Blair foi, é claro, a principal causa do seu fracasso. As guerras de Blair, como foram chamadas num contundente livro com esse título, levaram a Inglaterra a cinco conflitos em seis anos, um recorde não igualado desde o império. As forças britânicas envolveram-se no Iraque, em 1998 (Operação Raposa do Deserto); no Kosovo, em 1999; em Serra Leoa, em 2000; no Afeganistão, em 2001; e, outra vez, no Iraque, em 2002. Nenhuma dessas aventuras teve sucesso.
Blair foi muitas vezes retratado pela mídia mundial como um “contínuo” ineficiente do presidente Bush. E, no entanto, a verdade é ainda mais deprimente. Das profundezas de sua própria ignorância, Blair acreditou firmemente em sua missão pessoal nos assuntos externos, independentemente dos norte-americanos.
A expedição ao Iraque foi precedida pela “ guerra contra o terrorismo ” de Bush, à qual Blair aderiu com entusiasmo. O desastre no Iraque foi a principal causa da trincheira de hostilidade a Blair pessoalmente, e a seu governo em geral.
Os acertos de Blair em educação, saúde e segurança, foram apenas uma continuidade do que já havia sido costurado politicamente pelos seus antecessores John Smith, Thatcher, e John Major. Entretanto, suas próprias iniciativas, foram quase todas marcadas por uma série de fracassos muito alardeados pelos meios de comunicação. Se ele não tivesse prometido deixar o poder em maio deste ano, sua saída certamente teria acontecido mais cedo.
A reputação de Blair deteriorou-se muito nos últimos meses, com seu governo envolvido em rumores de improbidades e escândalos. Blair é acusado, entre outras coisas, de “vender honrarias”, oferecendo títulos de Lorde em troca de contribuições para a campanha.
Blair enxerga-se como um dirigente nacional heróico, e preocupa-se agora com a "herança" que legará à História. Em matéria de política externa, o que ficará, principalmente, é sua propensão à guerra, sua vontade de reforçar a aliança anglo-americana, e a ressurreição de ambições imperiais camuflada em "intervenção humanitária".
Com certeza não deixará saudades.












